domingo, 11 de janeiro de 2009

Buzz Marketing

Segundo Arthur D. Little, Buzz Marketing "trata-se de uma das novas estratégias de marketing que encoraja indivíduos da sociedade a repassar uma mensagem de marketing para outros, criando potencial para o crescimento exponencial tanto na exposição como na influência da mensagem. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o fenómeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até milhões de pessoas."
Georges Chetochine, especialista e entusiasta do Buzz Marketing, afirma que esta estratégia de marketing tem como objectivo transformar os seus clientes em "evangelistas", defendendo que, hoje em dia, a grande tendência do mercado não é trabalhar directamente sobre o consumidor, mas utilizar os "evangelistas" no processo de persuasão.

Para encontrar os evangelistas é necessária uma causa, quer isto dizer, fazer uma comunicação para que os clientes demonstrem orgulho ao falar do produto. A ideia é fazer marketing através dos clientes e não através dos meios actuais, o que não significa que não se tenha que fazer publicidade. Fazem-se actos de publidade não sobre o produto, mas sobre a causa que vai sustentar o "evangelista", uma vez que esta necessita de um volume de informação.
Para além da causa, o Buzz Marketing necessita também da ética. É necessário vender, realmente, produtos melhores, apresentar melhores preços, atender melhor os clientes.

Georges pensa que o buzz é um método artificial de fazer propaganda boca em boca de forma mais rápida.



O vídeo que se segue elucida bem este conceito de Buzz Marketing.


Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=z5WMBClJivU&feature=PlayList&p=11A395B97EDEF1A4&playnext=1&index=66

Por outras palavras, o Buzz Marketing usufrui do relacionamento entre as pessoas para alcançar os seus objectivos. Isto é fácil de compreender através da seguinte situação: uma pessoa ao ouvir ou ao ver algo interessante que lhe chame à atenção tem tendência a partilhar, de uma forma espontânea, essa informação com outra pessoa, que por sua vez também irá divulgar o que lhe foi dito e assim sucessivamente, acabando por ser gerado um extraordinário fenómeno “boca em boca”. Assim, o Buzz Marketing, aproveitando esta situação que permite realizar a propaganda de determinado produto e o facto de, hoje em dia, ser possível criar e, de certa forma, monitorizar situações que chamem a atenção do público-alvo, delineia estratégias arrojadas e inovadoras de promoção de um produto ou marca.



São várias as vantagens exibidas por esta técnica de comunicação:

Hoje em dia, é difícil fazer publicidade perante o comportamento do consumidor que se mostra cansado dos inúmeros anúncios publicitários com que se depara. Assim, esta técnica é priveligiada na medida em que não se baseia na publicidade para obter sucesso. A semelhança cada vez maior entre os produtos, bem como a adopção de uma atitude antimarketing por parte dos consumidores constituem vantagens para esta técnica de comunicação.
Além disso, este processo de evangelização é ainda vantajoso pelas seguintes razões: é económico, uma vez que não é necessário pagar evangelistas, sendo estes apenas motivados e dirigidos; e eficaz, uma vez que se tratam de recomendações de algum amigo, familiar ou conhecido, conferindo uma maior credibilidade à informação que é transmitida.


Apesar de serem várias as vantagens apresentadas, o Buzz Marketing também apresenta pontos fracos:

A desvantagem desta técnica prende-se com a possibilidade de um buzz negativo em relação a determinada marca ou produto, de uma acção ter um impacto contrário ao pretendido. Da mesma forma que a vantagem é divulgada rapidamente, devido ao boca em boca que é gerado, o descontentamento em relação a um/a produto/marca por parte das pessoas também se alastra rapidamente, podendo colocar em causa a sua credibilidade no mercado.





O lançamento do iPhone foi um dos casos em que foi utilizado, como estratégia, o Buzz Marketing. Milhões de pessoas já tinham como desejo nº1 a aquisição de um iphone, mesmo antes de este ter entrado no mercado. Paralelamente aos reduzidos gastos da Apple em publicidade, verificaram-se lucros extraordinários. A informação foi divulgada de pessoa para pessoa, tendo gerado um buzz extremamente positivo à marca.






No exemplo que vou abordar agora foi, também, utilizado o Buzz Marketing, no entanto o buzz gerado foi negativo à marca. Isto aconteceu na publicação de um vídeo ("Gordos" da DM9 para a Cia Atlética) com referência à lei Cidade Limpa que proíbe a mídia exterior na cidade de São Paulo. Na gravação deste vídeo foram utilizados dois actores que se fizeram passar por fiscais que passavam multas a pessoas com marcas estampadas na camisola. Para desempenhar o papel destas últimas foram escolhidas, pelo tamanho, pessoas obesas, as quais poderiam ser consideradas este tipo de mídia (outdoors). De facto, foi tudo muito bem planeado numa fase inicial, no entanto, a empresa não imaginava que tantas pessoas se sentissem ofendidas, gerando um boca a boca negativo com tal proporção.



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=bbDeE5bnPIo

1 comentário:

Ana Paula Cruz disse...

OK. É isto. Deixo uma nota, contudo, que beneficio mais a produção própria de conteúdo do que a conteúdos de terceiros e isso ainda não verifico agora. Só quando voltar para notas.