quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Marketing Digital

A Internet, numa fase inicial, não continha qualquer tipo de publicidade ou comunicação das empresas com os seus clientes. O site de uma empresa consistia apenas na referência aos seus produtos e indicação dos respectivos contactos.
Com o passar dos anos, ocorreram grandes alterações assentes em dois aspectos fundamentais: conteúdo e interactividade.
Nos dias que decorrem, a Internet está muito presente na vida das pessoas e o mesmo se verifica com as empresas que já nem consideram a hipótese de não terem um site. Mas, mais do que ter um site, o Marketing online veio revolucionar a forma de se fazer negócio e aprimorar o relacionamento com os clientes.

O Marketing Digital é utilizado por empresas que pretendem promover, anunciar os seus produtos e serviços através de meios de comunicação e ferramentas digitais: canais como internet, e-mail, telemóvel, etc., e técnicas como Search Engine Marketing, Web Surveys, entre outras.
Com esta técnica, as empresas passaram a comunicar com o cliente, em vez de comunicar para o cliente, através do seu site com estratégias interactivas geradoras de uma afinidade e fidelização crescentes.

As acções de Marketing Digital podem ser realizadas de várias formas:
1. estar presente onde o potencial cliente está, por exemplo, em sites de busca (marketing passivo);
2. atrair mercado e novos clientes através do e-mail marketing e do mobile marketing (marketing activo);
3. desenvolver um trabalho de comunicação online de notícias e novidades de campanhas para o público-alvo, sites, blogs, entre outros (comunicação).

Outra tendência do Marketing Digital consiste na realização de acções dentro de redes sociais como o Orkut, YouTube, Facebook, blogs, fotologs. Nestas redes, os usuários publicam os seus conteúdos e interagem uns com os outros.

Conclusão, as empresas que recorrem ao Marketing Digital devem proporcionar conteúdo relevante ao cliente, interagir em tempo real, tomar decisões com a maior brevidade possível e aperfeiçoar o desempenho dos seus negócios para atingir bons resultados.

Fontes: http://209.85.229.132/search?q=cache:pNmRN9xgr3EJ:www.baguete.com.br/artigosDetalhes.php%3Fid%3D403+marketing+digital&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=24&gl=pt
http://www.emarket.ppg.br/
http://209.85.229.132/search?q=cache:9BNYLaMzZuEJ:www.rsoutlook.com/pt/mktdig.htm+marketing+digital&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=6&gl=pt
http://209.85.229.132/search?q=cache:pNmRN9xgr3EJ:www.baguete.com.br/artigosDetalhes.php%3Fid%3D403+marketing+digital&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=24&gl=pt




São várias as vantagens apresentadas pelo Marketing Digital:

As vantagens mais significativas desta técnica para uma empresa são a rápida ampliação do seu mercado, os baixos custos despendidos, a possibilidade de medição dos resultados e interacção directa com os seus clientes.
Uma boa utilização do e-mail marketing constitui mais um ponto a favor desta técnica: os clientes, se autorizarem e desejarem, recebem newsletters ou mensagens promocionais que reforçam o estreitamento do seu relacionamento com a marca pois as pessoas vão-se acostumando a receber estes contactos regulares, updates, notícias...
Outro aspecto importante, é que as campanhas de publicidade na Internet proporcionam resultados eficientes a curto, médio e longo prazo.


No entanto, tem também alguns inconvenientes:

O tempo real em que ocorre o Marketing Digital origina um problema: muitos dos e-mails enviados para as empresas nem sequer chegam a ser lidos por quem desejamos.
Outra desvantagem apresentada por esta técnica prende-se com o facto de muitos e-mails chegarem a mail boxes sem serem solicitados. Esta situação pode causar algum desagrado por parte do cliente e automaticamente este passa a eliminar toda a informação antes de ser lida.
Uma última limitação está relacionada com a necessidade de renovação das bases de dados deste tipo de marketing, já que os e-mails mudam frequentemente, e muitas das empresas não podem suportar as despesas inerentes à actualização necessária.




A campanha de adesão ao cartão Pousadas Clube foi pensada com base no Marketing Digital, mais especificamente no mobile marketing.
Este processo é possível ser realizado através do envio de uma simples SMS, poupando o cliente de preencher formulários. Segundos após o envio da SMS, o cliente recebe o novo número do cartão e uma password de acesso ao site para, no prazo de 5 dias, completar o seu registo de acesso.


Fonte: http://www.pousadasclube.com/reg_sms.php?set_language=PT




Um exemplo que se mostrou fortíssimo no que se refere à aplicação de Marketing Digital foi a campanha de Barack Obama.



A campanha online teve como estratégia comunicar com todos os nichos e criar um ambiente propício para que a campanha fosse viralizada, tanto de forma online como offline.
O site oficial da campanha disponibiliza várias ferramentas, nomeadamente, MyBarackObama, BarackTV, blog, doações online, músicas, notícias, conteúdo personalizado por estado, conteúdos para telemóvel, loja virtual, fotos, wallpapers, espaços para debates online, comunidades segmentadas, aplicativo para iPhone, entre outras.
Na sua rede social – MyBarackObama – estão registados mais de 1,5 milhões de usuários. A própria comunicação integrada está muito bem conseguida e é notória a preocupação com o design do site. A interactividade é um outro aspecto que também não foi esquecido: quem se registou, recebeu por SMS, em 1ª mão, o nome do vice-presidente escolhido. Outro objectivo da estratégia da campanha foi atingir as redes sociais, não se deixando ficar apenas pelo site. Rapidamente, Obama passou a estar presente em todas as principais redes sociais: YouTube, Flirck, Facebook, MySpace, Digg, Linkedin, Evetful e Twitter. Esta situação proporcionou muitos benefícios, entre os quais se destacam o custo reduzido, o enorme alcance conseguido em tão pouco tempo, o estreitamento da relação com as pessoas, a viralização da campanha.

Fonte: http://www.barackobama.com/index.php

Marketing Relacional

O Marketing Relacional tem vindo a inserir-se cada vez mais na comunicação publicitária, sendo notória a gradual substituição do target por uma abordagem muito mais personalizada. Esta situação é justificada com o destaque crescente da opinião do consumidor relativamente às marcas, permitido pela internet.

Nos dias de hoje, esta técnica de marketing não pode funcionar como uma opção. Os consumidores estão muito mais interventivos, reivindicativos e escolhem apenas os produtos de uma determinada empresa porque confiam nela e com desenvolveram fortes ligações. E ainda, como os consumidores apresentam diferentes motivações, as empresas são obrigadas a exercer um tratamento individualizado. Para isto, é necessário o estabelecimento de um diálogo efectivo, proveitoso e sincero com o consumidor pois este não quer ser tratado como parte de um mercado, de um segmento, de um target group. Ele tem noção que é ele quem compra, não são as marcas que vendem.
Portanto, as empresas devem focalizar-se em cada cliente, numa abordagem “one-to-one”, para terem êxito nas suas acções.

A procura pelo Marketing one-to-one aumentou com a descida dos preços dos recursos tecnológicos. A tecnologia actual permite que uma empresa acompanhe os seus clientes de forma individual. Tecnologias como a Web, os Call Centers, a TV interactiva e as ferramentas de automação da força de vendas tornam possível a existência de uma conexão automática entre clientes e empresa.

Este tipo de abordagem personalizada permite, por um lado, identificar os clientes de modo individual e com permissão para contactá-los, permite à empresa diferenciá-los por valor e tipo de necessidade, interagir com eles de modo mais eficiente e efectivo, e adequar o modo de funcionamento da empresa, indo ao encontro deles.
Por outro lado, a tecnologia permite que a empresa configure as suas ofertas, de forma digital, conseguindo criar inúmeras variações do mesmo produto, e assim oferecer resposta a todas as exigências procuradas pelo consumidor.

Esta relação de proximidade, que a empresa deseja que seja estabelecida com o cliente, é valorizada, o que pode ser observado através das vendas ou das recomendações a outras pessoas.

Para Pedro Velez Godinho, da Creative Sales, “Uma compra, hoje, não é uma mera satisfação de uma necessidade, é uma experiência, uma interacção com uma marca que tem personalidade, ADN, que é única assim como o consumidor. Por isso todas as relações comerciais são tendencialmente relações pessoais.”

http://www.fcee.lisboa.ucp.pt/resources/documents/FastForwardOnetoOne_MediaXXI010705.pdf




As vantagens apresentadas pelo Marketing Relacional estão referidas abaixo:

> A comunicação é feita de forma muito segmentada e dirigida ao público que se pretende. As pessoas são tratadas pelo nome e a empresa procura satisfazer os seus desejos e expectativas, conseguindo muitas vezes antecipar as suas necessidades e preferências.
> Nesta técnica, é possível a medição de resultados e de eficácia das comunicações realizadas.
> A comunicação altamente personalizada que se pretende permite à empresa identificar os clientes, diferenciá-los, interagir com eles e melhorar produtos e serviços.


Também existem alguns inconvenientes nesta técnica:

> Uma das limitações no uso desta técnica prende-se com o facto de, muitas vezes, o foco das empresas não estar no cliente, mas sim no canal.
> Outra desvantagem está relacionada com os investimentos que a empresa tem de fazer para manter a fidelização dos seus consumidores.





O programa de fidelização NIVEA, realizado já há 7 anos, mantém o sucesso. Trata-se de um programa, composto por uma revista e várias acções ao longo do ano, que mostra às pessoas o muno NIVEA de uma forma exclusiva, personalizada e dinâmica.






O cartão SaúdeCuf, lançado em 2007, conseguiu obter óptimos resultados pelos benefícios oferecidos aos utilizadores e pela transparência do cartão, que ajudaram a reforçar a transparência e humanidade de todos os profissionais SaúdeCuf.






A Cofidis, que é sinónimo de crédito ao consumo, utiliza uma comunicação que assenta nos princípios do Marketing Relacional e possui uma linha telefónica que assume um papel fundamental na captação e gestão da carteira de clientes.



Fonte: http://www.1to1.pt/Portf%c3%b3lio/tabid/56/AlbumID/392-2/Page/1/language/pt-PT/Default.aspx




A Bertrand tem vindo a apostar, não só na adopção de um posicionamento de livraria de proximidade, através do alargamento da sua rede de lojas, como em projectos ambiciosos de criação de novos conceitos de loja. E deparou-se que, para além da proximidade geográfica, também é fundamental a proximidade emocional com os seus clientes. Foi lançado um programa a nível nacional com um esquema de fidelização de clientes, cujos objectivos eram associar um aumento da compra média por cliente a um aumento da frequência das visitas às livrarias, aumentar o share of wallet dos seus clientes, recolher e analisar a informação sobre o perfil de compras dos clientes e, por fim, definir os benefícios a oferecer ao cliente. Estes consistiram na criação de incentivos financeiros com incentivos emocionais e estruturais, ou seja, para além do cliente poder usufruir de descontos, em função do volume de compras realizado, era também alvo de convites para eventos exclusivos e de campanhas especiais. Assim, com o objectivo de criar laços emocionais e estruturais, foram criados vários suportes a este programa, nomeadamente, o cartão de membro, folhetos de adesão, materiais de ponto de venda.
O lançamento deste programa foi realizado através de convites, do site da Bertrand e nas lojas.
Após 3 meses, o Programa Leitor Bertrand apresentava mais de 18000 membros inscritos. E os clientes, ao encontrarem neste programa um benefício tangível na sua relação com a marca, estreitaram a sua relação com a Bertrand.


Fonte: http://www2.ctt.pt/fewcm/wcmservlet/miniweb/guiamkr/seccoes/seccao4.html

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Product Placement

O Product Placement consiste na promoção de um produto ou marca através de programas de televisão, filmes, jogos de vídeo, teatro, entre outros. As bebidas, os carros, produtos da gama alimentar, os telemóveis são dos produtos que mais se vê serem publicitados desta forma.

Segundo o director da Endemol em Portugal, “O bom product placement é o que é feito de uma maneira subtil, porque introduz as marcas sem chocar”.

As empresas interessadas na promoção televisiva dos seus produtos devem recorrer a esta técnica de marketing pois é a forma de garantir que o espectador não irá fazer zapping, ignorando por completo a publicidade do produto. O que normalmente acontece, é que a marca, que pretende lançar um produto novo ou reforçar a sua notoriedade através desta técnica, além de escolher os programas, também elege os protagonistas com os quais o consumidor se identifica.
Tudo se resume a uma forma de negociação publicitária da inclusão de produtos, da manipulação de conteúdos e do funcionamento de programas.

Fontes: http://74.125.77.132/search?q=cache:PCn9nXFo0QoJ:dn.sapo.pt/2005/12/14/media/do_estamos_a_falar.html+product+placement&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=3&gl=pt
http://209.85.229.132/search?q=cache:_PntLfiMBYAJ:industrias-culturais.blogspot.com/2005/04/product-placement-uma-fonte-de.html+product+placement&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=1&gl=pt&lr=lang_pt




Esta técnica de marketing mostra-se vantajosa pelos seguintes aspectos:

> permite escapar ao habitual zapping nos momentos dos intervalos entre os programas.
> os custos que implica são menores que os necessários para montar um spot publicitário, dado que o contexto da promoção do produto é criado por todo o ambiente da gravação do programa.


Um dos seus inconvenientes relaciona-se com o seguinte:

> se der um acontecimento negativo no momento do aparecimento do produto, este poderá ficar associado a um mau sentimento.




As acções de Product Placement são uma presença constante nos filmes 007. No novo filme “Quantum of Solace”, James Bond troca o seu inseparável Aston Martin por um modesto Ford Ka, apresentado como um automóvel ecológico. O vídeo que se segue mostra não só a aposta da Ford como da Sony Ericsson neste filme.






Um outro exemplo que utilizou o Product Placement foi a divulgação do modelo G6S da Pontiac no programa Oprah. Juntou-se a necessidade da Pontiac em promover o seu novo modelo G6S à vontade da Oprah Winfrey festejar o 19º aniversário do programa com algum glamour. A Pontiac ofereceu um carro a cada uma das 276 pessoas que assistiram ao programa.

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=XcI-rHO0yko&feature=related




Um último caso, que não podia deixar de referir, foi a participação do IPAM na série Morangos com Açúcar. Esta acção proporcionou grande visibilidade à marca, que se veio a comprovar pela quantidade de candidatos.

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=t-bfSRICDe8

Search Engine Optimization

Search Engine Optimization (em português, designado por optimização para motores de busca) é um processo que reúne a aplicação de várias técnicas, cujo objectivo é garantir o bom posicionamento de um site e, portanto, uma posição de destaque nos motores de busca, de forma a aumentar a sua visibilidade. Pretende, assim, melhorar a quantidade e a qualidade dos visitantes de um site de forma gratuita.
A verdade é que quanto melhor é o posicionamento do site nos resultados de busca, maior é o número de visitantes. Há, de facto, uma correlação positiva entre o posicionamento e o número de visitantes.
Para atingir a optimização de um site, o SEO baseia-se nalguns aspectos que têm de ser tidos em conta: o funcionamento dos algoritmos que ordenam os resultados de busca, a forma como os visitantes efectuam as suas buscas e interagem com a página.
No que se refere aos algoritmos, o seu desenvolvimento e aperfeiçoamento são uma das grandes prioridades dos motores de busca, já que são os algoritmos que ordenam os sites por suposta ordem de relevância.
O estudo dos visitantes é, também, uma das preocupações destes motores de busca. É necessário, por exemplo, verificar se determinado site que se encontra em primeiro lugar num motor de busca (Google, Yahoo, Sapo, entre outros) é procurado ou se os visitantes que atrai regressam rapidamente à página de resultados por não ficarem satisfeitos com a informação disponibilizada. Para minimizar este tipo de situações, deve ser realizado um estudo das palavras-chave: quais são as utilizadas nos motores de busca, quais as relevantes para o site e quais as mais efectivas.

Neste processo de Search Engine Optimization deve ser feita uma análise geral do site, nomeadamente ao meio envolvente, à concorrência, ao posicionamento da marca.
Como já referido anteriormente, é também importante o estudo das palavras-chave mais adequadas para o site e efectivas no prosseguimento dos seus objectivos.
Outros aspectos que merecem igual atenção e que têm de ser trabalhados são a submissão do site a directórios e outros sites e o desenvolvimento de estratégias que visam captar a atenção de webmasters.
Por fim, é fundamental o acompanhamento do site, através da análise de estatísticas de acessos, acompanhamento dos processos do site nas páginas dos resultados das buscas, revisão do que poderá funcionar melhor, realização de testes comparativos e actualização do site de forma a acompanhar a constante evolução dos motores de busca.

Fontes: http://209.85.229.132/search?q=cache:m3wgQE8LDhcJ:www.marketingdebusca.com/artigo/seo-search-engine-optimization/+Search+Engine+Optimization&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=2&gl=br
http://209.85.229.132/search?q=cache:8ZIdmGwKyZ8J:www.marketingdebusca.com.br/seo/+Search+Engine+Optimization&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br



As vantagens apresentadas pelo SEO são as seguintes:

> o processo de optimização de sites permite uma propaganda mais eficiente, uma vez que as buscas funcionam melhor que banners (estes geralmente fogem ao contexto do site) e até mesmo que os links patrocinados;
> possibilita, ao mesmo tempo, um conteúdo mais actualizado nos motores de busca que vão adicionando novos textos, palavras-chave, títulos;
> as alterações do código HTML feitas por este processo (remoção de todo o lixo existente no código) permite reduzir o tamanho total do site, que por sua vez possibilita um carregamento mais rápido;
> a optimização torna o site muito acessível a qualquer usuário e, até mesmo, os motores de busca são capazes de navegar facilmente pelo site;
> a criação e implementação de novos layouts torna-se mais fácil e rápida com a separação do conteúdo e da formatação que ocorre através deste processo.


E as desvantagens são as que se seguem:

> processo contínuo e demorado que exige um trabalho muito cuidadoso e diligente para se obter benefícios.
> uma outra desvantagem prende-se com os custos necessários, não tanto em termos de preço do software de base, mas fundamentalmente no que se refere a despesas de desenvolvimento (o software altamente sofisticado requer pessoal com formação adequada).




Voy Music, um site líder das rádios online latinas e com conteúdos relacionados com este tipo de música nos Estados Unidos, aumentou o seu tráfego através do SEO.
A estratégia desenvolvida consistiu no desenvolvimento e implementação de estratégias de optimização do site de forma a melhorar o seu posicionamento nos motores de busca e, assim, garantir que todos os interessados na música latina chegassem até ele. Neste processo foram trabalhadas variáveis como títulos, metatags, URLs e a estrutura interna de links.
Os resultados da aplicação desta técnica até superaram as expectativas da marca.


Fonte: http://www.voymusic.com/

Endomarketing

O prefixo “endo”, que significa posição ou acção para dentro, refere-se a acções empresariais que procuram satisfazer o primeiro mercado de uma empresa – o cliente interno, mais especificamente, o funcionário da empresa. Assim, facilmente se compreende que o Endomarketing provém da necessidade e procura de condições que proporcionem a integração, sintonia e orientação entre a empresa e os seus funcionários.

O Endomarketing nasceu na década de 50, como uma necessidade imediata das empresas que aspiravam crescer, conquistar novos mercados, ou até, simplesmente, manter a posição já alcançada no mercado.
Para alcançar estes objectivos, o marketing teve que ser direccionado para dentro da empresa, com a finalidade de desenvolver nos funcionários uma consciência do cliente.
Bens, serviços e campanhas deveriam ser “vendidos” primeiro aos funcionários e só depois é que seriam colocados no mercado externo.
Pode-se então dizer que o Endomarketing surge como elemento de ligação entre o cliente, o produto e o funcionário da empresa.

Para que a estratégia seja eficiente, é necessário que a empresa mostre aos seus funcionários quem são os clientes, de que forma eles gostariam de ser atendidos e como eles se comportam. Os funcionários devem ser orientados em relação ao tipo de esclarecimento que a empresa pretende que seja passado ao cliente, tanto a nível de serviços prestados como de produtos vendidos.
Mas, o início de toda a estratégia deve consistir na aplicação do marketing pessoal, com vista na valorização das pessoas. Este aspecto é de extrema importância pois leva a que os funcionários, em vez de serem transformados em “robôs” criados somente para agradar o cliente externo, se tornem seres humanos com auto-estima e comportamento adequado. E, assim, a empresa consegue que os seus funcionários não sejam apenas vendedores da sua imagem, mas verdadeiros profissionais de qualidade, além de verdadeiros seres humanos. Isto explica o facto de uma das preocupações da empresa se prender com a motivação das pessoas que nela trabalham.

“...é preciso que o marketing se volte para dentro da empresa, para o chão da fábrica, para o terminal de cargas, enfim, para o lado de dentro do balcão, preocupando-se verdadeiramente em motivar aquele que faz o dia-a-dia da empresa através da intuição, da persuasão, da criatividade, ou seja, através da comunicação.”
BRUM, 1998

Entre as acções mais praticadas estão o reconhecimento de um trabalho bem executado, a oferta de benefícios mais atraentes, o acesso a ferramentas modernas, os estímulos ao aumento da produtividade.
Portanto, além dos eventos e acções de incentivo, são também necessárias acções focadas no bem-estar dos funcionários, de forma a melhorar a produção e capacidade intelectual das equipas.
Perante tudo isto, o objectivo do Endomarketing pode ser resumido a tornar transparente aos funcionários os objectivos da empresa, tentando harmonizar o objectivo do funcionário com o objectivo da empresa.

Como resultado da implantação de uma estratégia de Endomarketing numa empresa temos a satisfação dos seus clientes. Estratégias desta natureza permitem, não só viabilizar as acções de marketing da empresa, como facilitam a sua venda, melhoram a prestação de serviços e fidelizam os seus clientes. O seus funcionários, ao trabalharem no sentido de fazer com que o cliente retorne à empresa com maior regularidade e adquirindo cada vez mais produtos, conseguirão como recompensa o aumento dos lucros da empresa.

Trata-se de um investimento considerável que acaba por se tornar barato pelo simples facto de ser mais fácil manter um cliente do que tentar recuperá-lo. O ideal é ter clientes fiéis. Todos saem satisfeitos: a empresa, os seus funcionários e os seus clientes.





As vantagens inerentes a esta técnica de comunicação são as seguintes:

> proporciona uma postura interactiva, definindo a harmonia entre a empresa e os seus funcionários;
> reflecte transparência através das acções objectivas e directas e do diálogo claro e de fácil compreensão utilizados na acção de comunicação interna;
> defende a democracia ao estimular a participação de todos os elementos da empresa através da partilha nas decisões;
> se a estratégia for bem sucedida, a empresa “será menos máquina e mais sentimentos, menos estrutura e mais ambiente, menos burocracia e mais processo” (BRUM, 1998)
> O funcionário, ao tornar-se num aliado no negócio, aumenta a fidelização dos clientes e, consequentemente, aumenta os lucros da empresa.


Mas, paralelamente a estas vantagens, o Endomarketing também tem as suas desvantagens:

> Uma das desvatagens prende-se com o perigo das acções motivacionais – a autonomia oferecida a um funcionário incompetente. Quanto mais motivado este funcionário estiver, mais erros ele será capaz de cometer.
> Trata-se de uma técnica que exige investimento e tempo para produzir os resultados pretendidos.




O McDonald’s foi uma das empresas que utilizou uma estratégia de Endomarketing ao lançar um espaço na internet, exclusivo para os seus funcionários. Neste site, os funcionários podem ler e comentar blogs de outros colegas, partilhar fotos e participar em sorteios exclusivos que funcionam como campanha de incentivo.
O endereço do site Station M é o seguinte: http://www.stationm.com/


Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/materia.asp?codmateria=3658




A marca Toyota, referência mundial em gestão, no que respeita ao marketing interno e, hoje, maior montadora do mundo, sabe como construir relacionamentos fortes e motivadores com os seus funcionários.
Segundo um artigo da revista Exame, os funcionários da Toyota têm emprego vitalício e a tomada de decisão é um processo consensual.
Esta marca baseia-se numa fórmula: qualidade, discrição, longo relacionamento com funcionários e fornecedores, crescimento meticulosamente calculado.

Fonte:http://209.85.229.132/search?q=cache:XaAIUpzlgXkJ:www.webartigos.com/articles/2446/1/o-endomarketing-no-processo-de-crescimento-da-toyota/pagina1.html+toyota+endomarketing&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=1&gl=pt

domingo, 25 de janeiro de 2009

Neuromarketing

Enquanto uma pessoa escolhe determinado produto, o seu cérebro reage a vários estímulos: cores e forma da embalagem, preços desejáveis, marcas preferidas, entre outros. E estas emoções ao serem vividas de forma inconsciente, em que a pessoa não se consegue aperceber nem exprimir, não podem ser conhecidas através de questionários.
Assim, perante estas dificuldades e, em simultâneo, com o entusiasmo de compreender o que leva o consumidor a adquirir determinado produto e a rejeitar outros, o neuropsicólogo inglês David Lewis desenvolveu, nos últimos 20 anos, uma ciência designada por Neuromarketing.

Segundo este “pai” do Neuromarketing, “perceber como o cérebro produz comportamento”, e de uma forma mais específica, “estudar como os seres humanos fazem escolhas” constitui o principal objectivo desta ciência.
Portanto, de uma forma mais detalhada, o objectivo do Neuromarketing consiste na obtenção de dados e informações relevantes sobre os processos e as variáveis mentais que permitam explicar melhor as expectativas, motivações, preferências e comportamentos do consumidor relacionados com a compra e, assim, ajustar as estratégias de marketing das empresas, afinando a linguagem publicitária, melhorando a embalagem, introduzindo inovações... tudo o que estiver ao alcance da empresa para tornar o produto mais apetecível aos olhos dos consumidores.

Para obter esta informação específica, o Neuromarketing recorre a aparelhos de ressonância magnética capazes de traçar as actividades cerebrais, a formação de sinapses e reacções ocorridas. O mais difícil é, posteriormente, analisar estes dados fornecidos pelos aparelhos de forma a perceber que emoções estiveram na base da escolha ou rejeição de determinado produto mostrado ao voluntário durante o exame.

O interesse dos marketeers no Neuromarketing é a possibilidade que este lhes oferece, juntamente com a medicina, de visualizar a forma como cada neurónio reage ao estímulo de uma campanha publicitária ou de uma marca, por exemplo.

De acordo com Nelson Lima, neuropsicólogo do Centro de Estudos de Neuroeconomia do Instituto de Inteligência de Portugal, não existe um botão para o consumo, uma vez que a tomada de decisões envolve várias regiões do cérebro que actuam sequencialmente, num curto espaço de tempo.

Até aos dias de hoje, o Neuromarketing está restringido à fotografia do cérebro no instante exacto da tomada de decisão. O grande avanço científico foi ter-se conseguido ver, na prática, como as funções cerebrais – emoção, memória e raciocínio – são activadas perante um determinado estímulo.



De seguida, coloquei um excerto de um artigo, intitulado de “Neurónios que compram”, que nos explica a anatomia de uma escolha:

1. Córtex orbitofrontal: Faz parte do lobo frontal do cérebro, que desempenha um papel importante em aspectos cognitivos e emocionais de um processo de decisão.

2. Córtex pré-frontal médio: Nas imagens geradas por ressonância magnética funcional, este pequeno ponto costuma se “iluminar” quando as pessoas se identificam com algo ou alguém.

3. Striatum: Conecta-se com o córtex orbitofrontal, a amígdala e outras partes do interior do cérebro relacionadas à sensação de recompensa.

4. Putâmen: Costuma agir quando as pessoas saboreiam ou enxergam algo de que elas gostam. Está relacionado ao controle do prazer e satisfação.

5. Sistema límbico: Envolve quase toda a seção destacada na imagem acima. É uma espécie de central de processamentodas emoções.

6. Amígdala: Esta minúscula área desempenha uma função vital no controle das emoções: é geralmente ali que se manifesta o medo.

«Os marketeers podem ver o cérebro dos consumidores mas não a sua mente. Esta continua a ser secreta e misteriosa»
Nélson Lima


Não é possível antever o impacto que o Neuromarketing causará no mercado de consumo, nos próximos anos. A única certeza é que constituirá um assunto que será fortemente debatido, uma vez que se encontra em processo de evolução.

Fontes: www.neuromarketing.blog.com/
www.dnonline.com.br/
http://amanha.terra.com.br/edicoes/219/capa01.asp
http://www.neurosciencemarketing.com/blog/topics/neuromarketing/


Neuromarketing apresenta vantagens que se distinguem bem das apresentadas por outras técnicas:

> fornecimento de informação em tempo real sobre a forma como a mente responde a todos os tipos de mensagens comerciais, permitindo à marca elaborar melhor as suas acções de forma a oferecer ao consumidor o produto que ele deseja;
> é uma fonte de pesquisa mais fiável, uma vez que os questionários possuem um carácter muito subjectivo, podendo a resposta ser pouco sincera ou influenciada.


No entanto, também são notórias algumas limitações:

> As análises da cabeça do consumidor são informações isoladas para o pesquisador e, nas mãos do profissional de marketing, serão somente mais um acessório dos atuais métodos de investigação. Ainda estão longe de produzir resultados práticos.
> As questões culturais constituem outra desvantagem para esta técnica pois, de acordo com o contexto social, o cérebro tende a reagir diferentemente diante de determinado estímulo.
> Hoje, a manipulação de mentes parece uma possibilidade distante. Mas ninguém se arrisca a prever os limites das descobertas neurológicas nas próximas décadas. Não há, portanto, garantias de que o neuromarketing seja apenas um inofensivo método de estudos dos hábitos de consumo.
Para Nelson Lima, o debate ético é necessário, mas não deve impedir o avanço dos estudos. Confia, assim, no discernimento de cientistas e consumidores: “Se o Neuromarketing se tornar uma disciplina a serviço do poder ou da tirania, caberá à sociedade estabelecer os limites, tal como acontece com outras actividades”.





Apesar de se encontrar ainda em desenvolvimento, o Neuromarketing, sendo já bastante eficaz, é procurado por muitas marcas e empresas. Um dos testes realizados foi para a marca de chocolates Cadbury, cujos resultados e posteriores conclusões foram das mais curiosas. O objectivo do teste era analisar e comparar as emoções dos voluntários perante duas situações: saborear um chocolate e beijar alguém que se ame. Após as reacções do cérebro perante estes dois estímulos, David Lewis concluiu que o chocolate era possuidor de um efeito “muito mais poderoso que o beijo”.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=DBwnKQEJkiM&feature=related




Um outro estudo, realizado por uma entidade que publica recomendações sobre como organizar informações em sites de notícias – Online Journalism Review – e baseado no movimento dos olhos, demonstrou que as mulheres quando olham para uma foto de uma pessoa num site concentram os seus olhos no rosto da pessoa. Mas o mesmo não se verifica com os homens que olham não só para o rosto mas, também, se fixam na região genital. Este estudo veio ajudar os designers a posicionar um determinado anúncio ou a torná-lo mais atraente, por exemplo.






Na Universidade de Tecnologia de Melbourne, Austrália, a equipe de Richard Silberstein realizou um teste com o objectivo de obter uma resposta para o facto de alguns anúncios se fixarem mais na memória que outros.
Este teste consistiu na exibição de um documentário de televisão, a um grupo de mulheres, interrompido várias vezes por anúncios comerciais. A actividade cerebral das participantes foi registada durante a exibição do documentário.
Os resultados vieram mostrar que os anúncios melhor memorizados pelas participantes correspondiam aos que causaram uma actividade cerebral excepcionalmente mais rápida no hemisfério esquerdo frontal.Este conhecimento tornou-se vantajoso pelo facto das estratégias de publicidade poderem testar previamente se os anúncios programados provocam nos espectadores uma reacção do mesmo tipo no hemisfério esquerdo.


Fonte:http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/dentro_da_cabeca_do_consumidor_imprimir.html




A título de curiosidade:
Há relativamente pouco tempo, saiu um artigo na imprensa, intitulado de “Brains Works Like Google, New Study Finds”, que veio mostrar que o nosso cérebro escolhe marcas a partir das nossas memórias, tornando-o, de certa forma, idêntico ao Google. E este artigo diz o seguinte:

“Brand choice turns out to be a largely unconscious process,” says Tjaco Walvis, who led the one-and-a-half-year study. “But in that process, the brain behaves much like Google. It seems to use a set of rules called an algorithm to pick the brand from our memory that best and most reliably fits our functional and emotional needs at that particular moment. It behaves rationally, but in an unconscious way…”
Based on the study, Mr. Walvis concludes that the brain’s “algorithm” for brand choice has three elements.
Firstly, the brain selects the brand it has learned is best able to satisfy our biological and cultural goals. We unconsciously select the brand that is the most uniquely rewarding, based on its associations with our goals and the brain’s reward centers (e.g. the dopamine system).
Secondly, the brain selects the brand that has shown most frequently in the past that it is able to fulfill these needs. Coherent brands that repeat their promise are more likely to be chosen. Volvo, Coca-Cola and Disney are examples of coherent brands.Thirdly, the brain selects the brand it has interacted with most intensely in the past. Brand participation creates numerous new connections in our brain, facilitating that brand’s retrieval. Nike Plus is an example of strong participation concept.
[From Marketwire.]”

Fonte: http://www.neurosciencemarketing.com/blog/

sábado, 24 de janeiro de 2009

Marketing Tribal

Antes de mais, queria começar por definir o conceito TRIBO.
Uma tribo refere-se a uma rede de pessoas heterogéneas, em termos demográficos e psicográficos, que estabelecem ligações entre si através de paixões e emoções partilhadas, capazes de acções colectivas.
Através desta definição, compreende-se o maior interesse na utilização deste conceito, em relação à segmentação, na criação de estratégias de marketing. A determinação de um segmento de mercado restringe-se à análise das características demográficas e geográficas, o que não se verifica com a tribo.

“Os marketeers vão ter de deixar para trás a ideia de segmentos e começar a pensar nas novas tribos.”
Sam Hill

Portanto, perante as afirmações anteriores, depreende-se facilmente que o Marketing Tribal consiste numa técnica de comunicação que procura promover a aproximação entre os seus consumidores através dos produtos que quer lançar no mercado, ocorrendo tudo isto com base na partilha de sentimentos e emoções em comum.
Personalizar os seus produtos em prol da sua tribo é o principal objectivo desta técnica, o qual só é alcançado através de uma preocupação extrema na análise da personalidade, dos sentimentos, das motivações da sua tribo. Logo, há uma maior incidência no estudo dos critérios psicográficos, tornando secundários os critérios demográficos.

Segundo Cova e Cova (2002), o conceito de Marketing Tribal reflecte a tendência actual para a emergência de tribos de consumidores com estilos de vida e comportamentos de compra específicos e diferenciados.

Fontes: Cova, B. e Cova, V. (2002), “Tribal Marketing: The Tribalisation of Society and its Impact on the Conduct of Marketing”, European Journal of Marketing, Vol. 36, No 5/6, pp. 595-620.
http://www.accelteon.com/tribalstrategy.html


As vantagens que o Marketing Tribal proporciona são apresentadas de seguida:

Ao recorrer a estratégias de Marketing Tribal, a marca consegue envolver de tal forma o consumidor, que o factor preço passa a ser por este desvalorizado e o sentimento decisivo no momento da compra. Esta grande proximidade criada pela marca permite o estabelecimento de uma relação de fidelização por parte do consumidor. Para além disso, a possibilidade de personalizar os produtos de forma a satisfazer as necessidades do público-alvo, por pequenos nichos se tratar, constitui mais uma vantagem desta técnica de comunicação.


Paralelamente a estas vantagens, verificam-se algumas desvantagens:

O investimento, necessário para se atingir os objectivos que o Marketing Tribal pretende, é elevado. Além disso, como não se trata de grandes campanhas direccionadas para o público em geral, mas de campanhas para pequenos grupos de consumidores, é natural que a aceitação por parte de outros grupos seja mais difícil.




Uma campanha, muito bem conseguida, foi o anúncio da Nike na Índia. Lançado no início de 2007, este é um exemplo perfeito de como a abordagem tribal permitiu que a Nike compreendesse, realmente, o que significa ser um fã de cricket na Índia – joga-se duro, joga-se para ganhar e joga-se onde puder! Há, portanto, uma associação entre a Nike e uma paixão nacional – o cricket. Nas ruas, nas praias, por todo o lado, encontram-se crianças com tacos improvisados, desfrutando do prazer deste jogo.
O anúncio utilizou, como cenário, um engarrafamento na Índia que se revelou perfeito para “celebrar” a marca Gutsy de cricket.
Os efeitos desta campanha não se ficaram pelos 120 segundos: as vendas apresentaram um crescimento de 40% nesse ano; 60% de Nike Team India jerseys foi vendida em 10 dias após o lançamento; a Nike tem a máxima cobertura de mídia livre (cerca de 180000 dólares).


Fonte:http://www.accelteon.com/blog/2008/11/


A Sumol é uma marca que utiliza, também, na sua sua estratégia, o Marketing Tribal. Pretende transmitir a ideia dos seus consumidores se sentirem parte de um grupo – grupo dos sumólicos – estando todos “unidos pelo sabor”.


Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=seIvqouCAxw




A Nokia é outro exemplo que, ao lançar a N-Gage Arena, criou o conceito de comunidade de jogadores de consolas online, que já conta com 400 mil membros em cerca de 120 países.


Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=Q6kd9GBf2mA

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Punk Marketing

O Punk Marketing, assim designado por toda a sua abordagem agressiva e impacto gerado pelas suas acções tão directas, surgiu com base num importante movimento cultural, iniciado nos anos 70, caracterizado pela liberdade de expressão, ousadia e ideias agressivas - o movimento punk.
Richard Laermer (o mega guru das Relações Públicas nos EUA) e o britânico Mark Simmons (director da agência de publicidade mais premiada do planeta) defendem que para sobreviver nos negócios, é necessária uma aproximação revolucionária: "Punk Marketing é uma atitude de rebelião contra o tradicional. Uma nova forma de marketing que rejeita o status quo e reconhece o deslocamento do poder das corporações para os consumidores".

Portanto, quem “manda” é o consumidor e não a marca!
E a internet é o sinal mais visível de que o poder se encontra do lado do consumidor: através da internet, o consumidor tem acesso livre à informação, pode avaliar e partilhar opiniões sobre os produtos e comparar preços.

Antigos pensamentos como "qualquer publicidade é publicidade boa" foram substituídos por um paradigma novo: "marketing medíocre prejudica mais que não fazer nada."
Perante esta mudança de paradigmas da sociedade, as empresas e os profissionais da área são obrigados a repensar os seus conceitos. No entanto, ainda são muitas as empresas que acreditam que os anúncios na televisão representam o centro do universo. E, portanto, apostam muito pouco, ou nada, nas campanhas realizadas a nível da internet.

Nos tempos que decorrem, o consumidor forma a sua opinião sobre as marcas e tem o poder de a disseminar, seja ela positiva ou negativa, influenciando a imagem da marca. Perante esta nova atitude do consumidor, as empresas, acostumadas a competir apenas entre si, vêem-se obrigadas a competir também pela atenção do consumidor.

A mídia digital é, de facto, um meio fortemente interactivo que consegue alcançar melhores resultados que muitos anúncios de televisão. Assim sendo, a internet deve ser uma das apostas das empresas de forma a atingir o seu público-alvo. Por exemplo, a criação de blogs corporativos coloca as empresas à disposição dos usuários permitindo obter informação de forma franca e directa.


Segundo Richard Laermer e Mark Simmons, uma estratégia de Punk Marketing deve atender a 15 pontos-chave fundamentais para ser bem sucedida:

“Se não arriscar morre”
“Desafie as regras da indústria”
“Mantenha uma posição firme”, pois não se pode agradar a todos
“Não ceda aos clientes”

“Não seja controlador”
“Nunca perca a honestidade”
“Crie inimigos”
“Deixe que os consumidores descubram a qualidade da sua marca”
“Pense à frente dos rivais”
10º “Não se deixe iludir pela tecnologia”
11º “Mantenha-se fiel às suas vantagens competitivas”
12º “Comunique com simplicidade”

13º “Aposte sempre na qualidade”, em detrimento da quantidade
14º “Use novas ferramentas de marketing” (por exemplo, os blogues ou os “social networking sites” como o MySpace, You Tube, Facebook ou Second Life)
15º “Interrogue-se constantemente”, e não receie a mudança

Fonte:http://209.85.129.132/search?q=cache:4Rq4Rzdl8jAJ:economia.publico.clix.pt/noticia.aspx%3Fid%3D1327117+punk+marketing&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=6&gl=pt&lr=lang_pt
http://www.mktonline.net/index.php?cat=15&item=11726&hrq=




De uma forma sucinta, seguem-se as vantagens inerentes a esta técnica de marketing:

> por serem acções voltadas para mídias digitais, são rapidamente divulgadas por todo o mundo;
> consegue-se, com um custo relativamente baixo, resultados muito positivos;
> a novidade e a modernização que caracterizam o Punk Marketing captam facilmente a atenção do consumidor


Uma das desvantagens que o Punk Marketing apresenta e que é bem evidente:

> o risco a que uma campanha desta natureza está sujeita, por toda a sua divulgação e expectativa criada, pode pôr fim rapidamente à credibilidade de uma marca.




Uma empresa que se apercebeu desta mudança que ocorreu no comportamento do consumidor, tendo, por isso, recorrido a outros mídia, foi a marca de desodorizantes Axe. Esta criou uma série animada online chamada City Hunters, de 9 episódios de 11 minutos, cuja história se baseia nas desventuras de Axel, um rapaz com pouca sorte nos relacionamentos com mulheres, que acaba por seguir os conselhos do “playboy das antigas” – Dr. Lynch – para se tornar num sedutor de sucesso.

Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=WzGI7yDWZSc&feature=PlayList&p=038810F3982FC865&playnext=1&index=4




Outra empresa que também obteve benefícios ao pôr em prática uma estratégia de marketing desta natureza foi o Burger King. Esta cadeia de restaurantes de fast-food lançou jogos online que fizeram aumentar os seus lucros em 40%!



domingo, 11 de janeiro de 2009

Buzz Marketing

Segundo Arthur D. Little, Buzz Marketing "trata-se de uma das novas estratégias de marketing que encoraja indivíduos da sociedade a repassar uma mensagem de marketing para outros, criando potencial para o crescimento exponencial tanto na exposição como na influência da mensagem. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o fenómeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até milhões de pessoas."
Georges Chetochine, especialista e entusiasta do Buzz Marketing, afirma que esta estratégia de marketing tem como objectivo transformar os seus clientes em "evangelistas", defendendo que, hoje em dia, a grande tendência do mercado não é trabalhar directamente sobre o consumidor, mas utilizar os "evangelistas" no processo de persuasão.

Para encontrar os evangelistas é necessária uma causa, quer isto dizer, fazer uma comunicação para que os clientes demonstrem orgulho ao falar do produto. A ideia é fazer marketing através dos clientes e não através dos meios actuais, o que não significa que não se tenha que fazer publicidade. Fazem-se actos de publidade não sobre o produto, mas sobre a causa que vai sustentar o "evangelista", uma vez que esta necessita de um volume de informação.
Para além da causa, o Buzz Marketing necessita também da ética. É necessário vender, realmente, produtos melhores, apresentar melhores preços, atender melhor os clientes.

Georges pensa que o buzz é um método artificial de fazer propaganda boca em boca de forma mais rápida.



O vídeo que se segue elucida bem este conceito de Buzz Marketing.


Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=z5WMBClJivU&feature=PlayList&p=11A395B97EDEF1A4&playnext=1&index=66

Por outras palavras, o Buzz Marketing usufrui do relacionamento entre as pessoas para alcançar os seus objectivos. Isto é fácil de compreender através da seguinte situação: uma pessoa ao ouvir ou ao ver algo interessante que lhe chame à atenção tem tendência a partilhar, de uma forma espontânea, essa informação com outra pessoa, que por sua vez também irá divulgar o que lhe foi dito e assim sucessivamente, acabando por ser gerado um extraordinário fenómeno “boca em boca”. Assim, o Buzz Marketing, aproveitando esta situação que permite realizar a propaganda de determinado produto e o facto de, hoje em dia, ser possível criar e, de certa forma, monitorizar situações que chamem a atenção do público-alvo, delineia estratégias arrojadas e inovadoras de promoção de um produto ou marca.



São várias as vantagens exibidas por esta técnica de comunicação:

Hoje em dia, é difícil fazer publicidade perante o comportamento do consumidor que se mostra cansado dos inúmeros anúncios publicitários com que se depara. Assim, esta técnica é priveligiada na medida em que não se baseia na publicidade para obter sucesso. A semelhança cada vez maior entre os produtos, bem como a adopção de uma atitude antimarketing por parte dos consumidores constituem vantagens para esta técnica de comunicação.
Além disso, este processo de evangelização é ainda vantajoso pelas seguintes razões: é económico, uma vez que não é necessário pagar evangelistas, sendo estes apenas motivados e dirigidos; e eficaz, uma vez que se tratam de recomendações de algum amigo, familiar ou conhecido, conferindo uma maior credibilidade à informação que é transmitida.


Apesar de serem várias as vantagens apresentadas, o Buzz Marketing também apresenta pontos fracos:

A desvantagem desta técnica prende-se com a possibilidade de um buzz negativo em relação a determinada marca ou produto, de uma acção ter um impacto contrário ao pretendido. Da mesma forma que a vantagem é divulgada rapidamente, devido ao boca em boca que é gerado, o descontentamento em relação a um/a produto/marca por parte das pessoas também se alastra rapidamente, podendo colocar em causa a sua credibilidade no mercado.





O lançamento do iPhone foi um dos casos em que foi utilizado, como estratégia, o Buzz Marketing. Milhões de pessoas já tinham como desejo nº1 a aquisição de um iphone, mesmo antes de este ter entrado no mercado. Paralelamente aos reduzidos gastos da Apple em publicidade, verificaram-se lucros extraordinários. A informação foi divulgada de pessoa para pessoa, tendo gerado um buzz extremamente positivo à marca.






No exemplo que vou abordar agora foi, também, utilizado o Buzz Marketing, no entanto o buzz gerado foi negativo à marca. Isto aconteceu na publicação de um vídeo ("Gordos" da DM9 para a Cia Atlética) com referência à lei Cidade Limpa que proíbe a mídia exterior na cidade de São Paulo. Na gravação deste vídeo foram utilizados dois actores que se fizeram passar por fiscais que passavam multas a pessoas com marcas estampadas na camisola. Para desempenhar o papel destas últimas foram escolhidas, pelo tamanho, pessoas obesas, as quais poderiam ser consideradas este tipo de mídia (outdoors). De facto, foi tudo muito bem planeado numa fase inicial, no entanto, a empresa não imaginava que tantas pessoas se sentissem ofendidas, gerando um boca a boca negativo com tal proporção.



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=bbDeE5bnPIo