Jay Conrad Levinson escreveu no seu livro “Guerrilla Marketing”, em 1982, que o Marketing de Guerrilha utiliza formas não convencionais para executar actividades de marketing e com orçamentos reduzidos. Diferenciou as pequenas empresas empreendedoras das grandes empresas: os pequenos negócios, cujos recursos são escassos, necessitam de recorrer a diferentes tipos de estratégias de marketing e tácticas. E, portanto, investindo tempo, energia e imaginação é possível conseguir um poder mercadológico tão grande quanto aquele conquistado pelas grandes empresas através de mega-investimentos.«Interagir com os consumidores de forma inesperada é aquilo que o marketing de guerrilha propõe fazer (...) “É um tipo de marketing que recorre a acções fora do circuito tradicional. São acções low budget, localizadas, inesperadas e surpreendentes”. É deste forma que Luís Silva Dias, presidente da Draft FCB, define marketing de guerrilha. E Edson Athayde, vice-presidente criativo da Ogilvy, corrobora: “Todos os tipos de comunicação que saiam dos meios tradicionais ou, pelo menos, nas suas tradicionais utilizações, e que interajam com os consumidores de maneira inesperada.” Já Andre Rabanea, sócio gerente e director criativo da Torke Stunt, que trabalha a vertente de guerrilha dos canais Fox e a Optimus, defende que esta disciplina é uma forma de envolver os consumidores com a marca. “Não através da imposição mas através da conquista”, explica. “É um conjunto de estratégias diferenciadas e inovadoras cujo objectivo é surpreender, pelo inesperado e pelo barulho, pela emoção, pela ousadia e pela agilidade e que, por isso mesmo, conquistam e seduzem os consumidores”, completa. (...)»
Portanto, as acções de Marketing de Guerrilha são cada vez mais frequentes, algumas das quais podem ser visualizadas no vídeo que se segue.
O Marketing de Guerrilha tem o poder de envolver os consumidores e multiplicar resultados positivos. Os anúncios televisivos, os outdoors, os anúncios nas revistas, nos jornais já não conseguem atrair a atenção das pessoas pois estas já estão habituadas a ver sempre o mesmo tipo de publicidade. Então, de forma a combater esta situação, o Marketing de Guerrilha tem como objectivo criar uma experiência que obrigue as pessoas a parar, olhar e perguntar sobre o que se trata, conseguindo uma divulgação espontânea de uma empresa ou produto e com baixos custos. Portanto, o produto é divulgado através de eventos que ganham espaço nos noticiários e que atraem a atenção directa do público-alvo, sem pagar espaços publicitários tradicionais.
> apresentação das marcas e produtos de forma viva, integradas no dia-a-dia das pessoas;
> possibilidade do aparecimento de formas e em locais alternativos que suscitam surpresa, controvérsia e, por vezes, até alguma polémica;
> orçamento contido e um menor risco associado;
> estabelecimento de uma maior interacção das marcas com o consumidor;
> maior facilidade na obtenção da atenção do consumidor, uma vez que este está inserido num mercado altamente saturado;
> comunicação horizontal (consumer to consumer) que é o futuro do marketing e das campanhas bem sucedidas.
> carência de experiência e maior dificuldade no controlo do número e tipo de pessoas que terão contacto com a acção;
> menor protecção e mais sujeito a arbitrariedades, perante a sua escolha pelas tácticas alternativas, colocando de parte as tradicionais;
> devido à ousadia que muitas vezes revela, pode virar-se contra o anunciante, ficando a marca mal vista pelo consumidor;
> disponibilidade de um orçamento muito reduzido, uma vez que os meios tradicionais costumam “roubar” todo o orçamento;
> baixa acreditação por parte das marcas, como ferramenta eficaz de comunicação.
Um bom exemplo de uma Acção de Guerrilha foi a da Goo no Japão, a qual consistiu na divulgação de um motor de busca, que foi comprado pelo Google no Japão, através da deambulação de uma grande quantidade de pessoas pelas ruas com uma camisola, na qual estavam escritas palavras para busca.
Fonte: http://oportunidademarketing.blogspot.com/2008/04/ao-de-guerrilha-no-japo-para-goo.html
Um outro caso em que foi utilizado o Marketing de Guerrilha foi o da campanha da Quicksilver em Copenhaga, na qual o público-alvo podia participar de forma original: os skaters podiam realizar manobras radicais no próprio outdoor!
Fonte: http://marketingdeguerrilha.wordpress.com/2007/03/20/acao-da-quicksilver-em-copenhagen/


2 comentários:
Não está mal, tem bons exemplos, mas faltam partes...
Ora veja lá o quê, no desafio que está lançado, e depois melhore este e os próximos:definição própria, com sustentação em autores e profissionais reconhecidos, vantagens e desvantagens, exemplos com comentário de dez novas técnicas de comunicação referidas no briefing desta avaliação.
Não esquecer de mencionar fontes sob risco de parecer mera opinião sua ou plágio que é avaliado com zero.
OK. é isto que se pretende.
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